RS: mais de 3,6 mil veículos apreendidos serão reciclados até junho

Mais de 3,6 mil veículos e sucatas apreendidos em pátios do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) serão reciclados até o mês de junho. O cronograma teve início em Mostardas, de onde foram retirados 160 itens em duas semanas. Os trabalhos vão prosseguir por Rio Grande, Pelotas e Tramandaí.

Em Rio Grande, o processo de reciclagem começa logo após o carnaval. As máquinas já são instaladas no pátio do município. Os depósitos de Pelotas passarão pela limpeza em março e abril. No mês de junho será a vez de Tramandaí. A ação vai seguir por outros municípios no segundo semestre.

Desde 2013, veículos que não podem ser leiloados por restrições administrativas, judiciais e policiais, e que estejam há mais de dois anos apreendidos, são destinados no Rio Grande do Sul para trituração. Os itens são classificados como material inservível por não ter mais condições de circular e por ter o comércio de peças barrado por impeditivos legais.

Os Centros de Remoção e Depósito do Rio Grande do Sul acumulam 92,5 mil veículos nestas condições. No ano passado, 8,1 mil veículos e sucatas, um total de 3,4 toneladas de material ferroso, foram para a reciclagem e voltaram a ter vida útil.

Iniciado há seis anos, o projeto já destinou para a reciclagem 22,3 mil veículos que abarrotavam os pátios do Detran-RS. São 8,7 toneladas de aço que viraram matéria-prima. Antes disso, além de ocupar espaços nos depósitos, poluíam o solo e o visual das cidades.

Desde 2009, quando o Detran/RS começou o projeto, já foram 22,3 mil veículos e sucatas destinados a reciclagem. Esse número representa 8,7 toneladas que deixaram de gerar custo para o Estado, ocupar espaço nos depósitos, poluir o solo e o visual das cidades; e viraram matéria-prima para a indústria.

Reciclagem
Uma empresa especializada será responsável pela reciclagem da sucata. O veículo passa por uma plataforma onde são retirados materiais poluidores como fluídos , catalisador e bateria. Depois disso é compactado para impedir que as peças sejam reaproveitadas e, além disso, diminuir o custo com o transporte até o pátio da siderúrgica, onde o material é compactado e triturado.

Partes como plástico, borracha e metal são separadas por meio de esteiras magnéticas e banho químico. A sucata metálica é fundida e vira matéria-prima.

A iniciativa do Detran-RS já chamou a atenção de estados como Acre, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo que também sinalizaram interesse em reciclar sucatas que abarrotam pátios dos órgãos de trânsito. A parceria com a indústria siderúrgica gera receita aos cofres do Estado que prevê a aquisição por meio de leilão de toda a sucata de veículos há mais de dois anos apreendida.

Fonte: radarnacional