Banco Mundial e governo cearense discutem segurança viária

Representantes do BIRD (Banco Mundial) reuniram-se com o secretário de Infraestrutura do Ceará na quinta-feira (29) para levantar questões sobre a segurança rodoviária a serem utilizadas em relatório de ações dos estados brasileiros em benefício de motoristas e passageiros.

O relatório terá consolidado as várias ações aprovadas pela missão do BIRD e sugestões para melhorias. Todos os dados serão apresentados em vento do Banco Mundial em novembro, em Brasília.

Entre as ações do governo cearense foram apresentadas o programa CNH Popular, que reduziu o número de motoristas que trafegam sem habilitação pelo estado e que facilitou à população carente o acesso ao documento. Também foram apresentados dados do trabalho conjunto entre Detran-CE, DER e PRE nas estradas do Estado.

Falta fiscalização
Ponto essencial para a segurança viária, a fiscalização do trânsito no Ceará ainda é falha. Em outubro do ano passado, o Radar Nacional mostrou que há falhas graves, além da falta de sinalização. Em Itatinga, município de 40 mil habitantes, motociclistas dirigem sem usar capacete.

Outro quadro agravante nos municípios do Ceará é a falta de sinalização adequada. Um dos exemplos é o município de Eusébio, que só tem uma placa que indica a parada de ônibus, mesmo assim, desrespeitada por motoristas que estacionam no ponto.

O Ministério Público Estadual entrou com ações de improbidade administrativa contra os municípios que desrespeitam a legislação de trânsito. Estima-se que 57 dos 184 municípios cearenses tenham órgão específico. O Denatran afirma que não há punição neste caso.

A superintendência do Detran-CE reconheceu à época as dificuldades dos municípios em aderir ao sistema nacional de municipalização do trânsito e afirmou trabalhar na mudança de comportamento do motorista com ações como um programa de financiamento de reciclagem para condutores que perderam a CNH, além de operações de combate ao estacionamento em locais proibidos de Fortaleza.

Redução da mortalidade no trânsito
O Brasil faz parte da proposta da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê a redução pela metade das mortes no trânsito até 2020. Mas alcançar o objetivo parece uma tarefa distante. Em 2012, uma pessoa perdeu a vida a cada 12 minutos no trânsito brasileiro. Foram mais de 45 mil óbitos naquele ano. De 2001 a 2012 houve um aumento de 48,7% nas mortes. Os gastos com acidentes foram de R$ 16 bilhões. Somente 35 municípios brasileiros possuem PIB superior a esta cifra. O impacto socioeconômico é de R$ 104 mil de uma vida perdida no trânsito e de R$ 14 mil, no caso de uma vítima ferida.

Fonte: radarnacional